Recordo daquele dia as tuas mãos
Recordo daquele dia as tuas mãos.
Longas e sensíveis.
Doidas como borboletas, rodopiavam no ar
Acompanhando a conversa
Inebriante como um vinho de culto
Recordo a toalha. Branca.
E o teu cabelo escovinha. E o teu ar traquinas.
Recordo que a casa estava cheia
E a pouco e pouco foram passando e cumprimentando-te.
E nós não reparámos
Hipnotizados de esperança.
Recordo a tarde de amor que não foi tua.
E a tua voz.
O encontro que não marcámos.
O jantar que não fizemos.
O pôr-do-sol que não foi nosso.
Mas selámos entre nós a amizade possível.
E partimos. Para os nossos compromissos inadiáveis.
E as tuas mãos foram borboletas.
E os meus cabelos foram nevralgias.
E aquele encontro foi magia.
Longas e sensíveis.
Doidas como borboletas, rodopiavam no ar
Acompanhando a conversa
Inebriante como um vinho de culto
Recordo a toalha. Branca.
E o teu cabelo escovinha. E o teu ar traquinas.
Recordo que a casa estava cheia
E a pouco e pouco foram passando e cumprimentando-te.
E nós não reparámos
Hipnotizados de esperança.
Recordo a tarde de amor que não foi tua.
E a tua voz.
O encontro que não marcámos.
O jantar que não fizemos.
O pôr-do-sol que não foi nosso.
Mas selámos entre nós a amizade possível.
E partimos. Para os nossos compromissos inadiáveis.
E as tuas mãos foram borboletas.
E os meus cabelos foram nevralgias.
E aquele encontro foi magia.
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