Poema do livro Poemas em Cortes Profundos Parte I - 9
9
Ah meu olhar desperto para nada
meu corpo inerte no sofá
o teto nada me diz e eu o atravesso
minhas mãos jogadas seguras pelos meus braços
não morro disso
nenhuma hemorragia porque caí me fez cair mais ainda
eu estou de olhos pregados no teto
parei de usar a palavra não
sim para não te atendo
sim para não quero
sim para mim sim
sim para comer demasiado as palavras
eu estou em silêncio e algumas delas fazem sentido sozinhas
a mortadela tem saber de morte embutida
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Passadas
a história trafegando os homens joga pela consciência os gritos que consome a passeata caminhando a vida debruça na praça suas investidas…
AurelioAquino
Ready for heaven
Ready for heaven Sky so pure above Calling for me All the long days blessed together God I can wait to go to Heaven Heaven waits quietly …
Aldo gabbay kraas
Flores e amores
Poderia ter nascido uma flor, mas o que nasceu era um sentimento.
Poderia ter sido uma rosa, mas era um amor.
Poderia estar em …
A poesia de JRUnder
Poeira em desencanto.
Tem vezes que quando observo o infinito - todas as cores despontam... e meus olhos e ouvidos ouvem o chiar das trombetas dos deuses. A t…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*