Se não for
Diz-me de uma vez por todas,
Ó desgraçado que te encontras escondido.
É em ti que eu vejo a mágoa e um desejo desentendido.
É a mágoa que em ti vejo cada dia
Num olhar que já não consigo esconder
De ti, só de ti!
Mais ninguém consigo ver...
A não ser tu,
Ó meu igual tão parecido
Tão distante ao mesmo tempo,
De um tempo que não passa e nada muda
Aqui...
E lá tudo se sabe, tudo se vê e modifica.
E aqui?
O que ficou aqui?
Minhas tristezas, incertezas?
Talvez! E também o fim de uma vida que não quis continuar
Porquê? Não conseguia ver e era difícil pensar
Que seria bom um dia poder pelo menos, se puder,
Fico a sonhar.
«Mais depressa» - disse a vida ao passo
Saber que existo, aqui, agora
E não sentir-te mais, a ti, eu choro
Por falar comigo, só, demoro
A descobrir a vida, dói, demora...
Mas sentir que só existo, em ti, eu morro
Por saber que só vais ver, em mim, a mágoa
E ao dizer “adeus” eu choro, as águas
E mentir que lá não vivo, assim... Eu moro
Descobrir que a longa vida é forte, caminha
Longos passos, vai a descer, da rua à torre
Ao chegar diz-me que apresse, o passo, à toa
Sem lembrar que a trago aqui, comigo... Voa...
Mais poemas deste autor em www.jorgeaugusto.eu
Ó desgraçado que te encontras escondido.
É em ti que eu vejo a mágoa e um desejo desentendido.
É a mágoa que em ti vejo cada dia
Num olhar que já não consigo esconder
De ti, só de ti!
Mais ninguém consigo ver...
A não ser tu,
Ó meu igual tão parecido
Tão distante ao mesmo tempo,
De um tempo que não passa e nada muda
Aqui...
E lá tudo se sabe, tudo se vê e modifica.
E aqui?
O que ficou aqui?
Minhas tristezas, incertezas?
Talvez! E também o fim de uma vida que não quis continuar
Porquê? Não conseguia ver e era difícil pensar
Que seria bom um dia poder pelo menos, se puder,
Fico a sonhar.
«Mais depressa» - disse a vida ao passo
Saber que existo, aqui, agora
E não sentir-te mais, a ti, eu choro
Por falar comigo, só, demoro
A descobrir a vida, dói, demora...
Mas sentir que só existo, em ti, eu morro
Por saber que só vais ver, em mim, a mágoa
E ao dizer “adeus” eu choro, as águas
E mentir que lá não vivo, assim... Eu moro
Descobrir que a longa vida é forte, caminha
Longos passos, vai a descer, da rua à torre
Ao chegar diz-me que apresse, o passo, à toa
Sem lembrar que a trago aqui, comigo... Voa...
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