«Noutros Rostos» II
cá vais tu de vértebras nos braços a correr pelo estrangulamento
do ar que te leva que te faz voar com o sangue como asas opacas
mas brilhantes
de boca na cabeça e pulmão na barriga tentas seguir uma travessia
exemplar sem erros sobrenaturais
os rios são pretos as árvores rasgam as nuvens as plantas sangram
por entre as casas que vais vendo
a vida é foneticamente fodida puta da vida mesmo virada de patas
para o ar em labaredas
e a vida floresce-te sabiamente...
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.