Último vinho
E quando os olhos viajam para o mesmo infinito.
Perdem-se escondidos. Pensamentos voam, se encontram.
No vinho que derrama a língua, que percorre na taça.
Nos lábios ofegantes que imploram pelo beijo surreal.
No gole, que impulsiona a vontade do corpo.
No corpo escaldado, encorpado.
Na tez, o suor eloquente.
E na mão que lambuza a minha solidez, escorre o desejo do inóspito.
Derrama no deleite irreal o sabor irreverente.
Desce, inflama, acende.
E prende, finca, trinca, distorce, contorce, no gozo sem razão.
E na língua arredia, viajam os anseios desfigurados na insensatez do toque.
Os dedos impregnados nos longos cabelos arrepiam n'alma o pulsar apertado.
Na rispidez dos seios, na pele que ferve ao passar a mão tão firme.
E no olhar irrepreensível, sem toque, sem lábios.
Apenas o brilho.
E na lágrima que escorre na face, relembro o beijo que adormece.
No último gole, o adeus!
Perdem-se escondidos. Pensamentos voam, se encontram.
No vinho que derrama a língua, que percorre na taça.
Nos lábios ofegantes que imploram pelo beijo surreal.
No gole, que impulsiona a vontade do corpo.
No corpo escaldado, encorpado.
Na tez, o suor eloquente.
E na mão que lambuza a minha solidez, escorre o desejo do inóspito.
Derrama no deleite irreal o sabor irreverente.
Desce, inflama, acende.
E prende, finca, trinca, distorce, contorce, no gozo sem razão.
E na língua arredia, viajam os anseios desfigurados na insensatez do toque.
Os dedos impregnados nos longos cabelos arrepiam n'alma o pulsar apertado.
Na rispidez dos seios, na pele que ferve ao passar a mão tão firme.
E no olhar irrepreensível, sem toque, sem lábios.
Apenas o brilho.
E na lágrima que escorre na face, relembro o beijo que adormece.
No último gole, o adeus!
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