Solidão ao Luar
Invado a noite fria e quieta de andar estreito,
Quebro o silêncio nostálgico desta escuridão
Onde os sons evasivos são sombras do peito
Quebrados por um poema desta dimensão.
Desafio o olhar triste que a lua me oferece
Declamando-lhe um verso de amor perdido.
Seu rosto encandeia-se à medida que cresce
O desgosto da paixão que lhe é agora erguido.
E no silêncio nostálgico da escuridão,
de ar melancólico responde baixinho:
- Estou só, nunca soube o que é amar,
Vivo aprisionada nestas noites vadias.
Ouço os teus e mil outros desabafos,
Ilumino a alma que me aclama e enlaça
Pena é... ser breve o ensejo de quem passa.
de Maria Rosa dos Santos Alves
Comentários (2)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Maria alves
Autor
2011-09-23
Obrigado, Adalto
2011-09-22
LINDÍSSIMOS E NOSTÁLGICOS VERSOS.VIAJEI PELA MELANCOLIA...
Outros poemas de participantes
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*