Lista de Poemas
Pensamento I
Hoje, sinto a necessidade de homenagear o pensamento. Que seria do ser humano sem esta característica tão particular como a capacidade de pensar?
...
Que seria de mim sem o pensamento?
Como daria forma ao meu mundo?
Perderia todo e qualquer encantamento.
Afundaria num buraco sem fundo.
Viveria numa tela pintada de branco,
Imóvel...sem vontade...sem desejos
Seria uma só nota num canto.
Que seria de mim sem o pensamento?
Seria uma pedra, sem cor ou feitio,
viveria num sono profundo, que tormento,
seria um mero coração solitário e sombrio.
Que seria de mim sem o pensamento?
de Maria Rosa Santos Alves, 9 de Novembro de 2011
...
Que seria de mim sem o pensamento?
Como daria forma ao meu mundo?
Perderia todo e qualquer encantamento.
Afundaria num buraco sem fundo.
Viveria numa tela pintada de branco,
Imóvel...sem vontade...sem desejos
Seria uma só nota num canto.
Que seria de mim sem o pensamento?
Seria uma pedra, sem cor ou feitio,
viveria num sono profundo, que tormento,
seria um mero coração solitário e sombrio.
Que seria de mim sem o pensamento?
de Maria Rosa Santos Alves, 9 de Novembro de 2011
1 588
Pianista
Sentimento martelado entre o preto e o branco
Num teclado tão banal como as mãos que lhe tocam
Reflectindo a alma grandiosa que se senta no banco
Que tocando nota a nota liberta sensações que marcam.
Cordas que vibram tornando-se belas melodias
Sob a forma de dedos esfuziantes e dançantes
Ao comando de compassos e de grande euforia
E assim surge aquela magnitude da sinfonia.
Ao de leve martela a corda que vibra livremente
Assim como os pensamentos de quem ouve e sente
Sons, sentires que impregnam o ar que se respira
De quem reflecte calmaria ou uma grande ira.
Piano bem afinado pelo harmónico coração
Reflexo de notas bem tocadas e em harmonia
É pianista que comanda com grande paixão.
Alma e corpo florescendo em sintonia.
de Maria Rosa dos Santos Alves, in "Palavras ao Vento - Oscilação dos Sentimentos"
1 617
Breve Pausa
Fixo o olhar sobre o mar
Paraliso.
Não há pensar, nem vibrar,
Apenas paisagem.
Barcos que parecem navegar,
Uma imagem.
Uma tela pintada, nada mais...
Será miragem?
Não me cheira a maresia,
Não sinto o bater das ondas na areia,
Mas o coração bate e anseia
Nesta tela navegar.
Por Maria Rosa Santos Alves
1 645
Solidão ao Luar
Invado a noite fria e quieta de andar estreito,
Quebro o silêncio nostálgico desta escuridão
Onde os sons evasivos são sombras do peito
Quebrados por um poema desta dimensão.
Desafio o olhar triste que a lua me oferece
Declamando-lhe um verso de amor perdido.
Seu rosto encandeia-se à medida que cresce
O desgosto da paixão que lhe é agora erguido.
E no silêncio nostálgico da escuridão,
de ar melancólico responde baixinho:
- Estou só, nunca soube o que é amar,
Vivo aprisionada nestas noites vadias.
Ouço os teus e mil outros desabafos,
Ilumino a alma que me aclama e enlaça
Pena é... ser breve o ensejo de quem passa.
de Maria Rosa dos Santos Alves
1 661
Mil Murmúrios de Vidas passadas
Tertúlia de pensamentos vagueia na noite
Embriagam-me o escuro de recordações
Seres de outrora que em mim são açoite
E excitam um flagelo de evocações.
Foram vidas de ontem, sepultadas
Hoje, inconformadas, almas penadas
Devaneiam nas mentes dos poetas
Profetas de existências imperfeitas
Segredam ao ouvido de quem escuta
Mil murmúrios de vidas passadas
Silêncios outrora escondidos na gruta
Defendidos por guerreiros e espadas.
Amores e Desamores controversos
Actos meramente incompreendidos
Desabafos que em silêncio definharam
E em culpa, na escuridão findaram.
Almas penadas que brindam no escuro
Despejam pejos em cálices espirituais
Erguendo-os ao vate de coração puro
Ansiando pela remissão dos ancestrais.
Poema do livro "Palavras ao Vento - Oscilação dos Sentimentos"
de Maria Rosa dos Santos Alves
Embriagam-me o escuro de recordações
Seres de outrora que em mim são açoite
E excitam um flagelo de evocações.
Foram vidas de ontem, sepultadas
Hoje, inconformadas, almas penadas
Devaneiam nas mentes dos poetas
Profetas de existências imperfeitas
Segredam ao ouvido de quem escuta
Mil murmúrios de vidas passadas
Silêncios outrora escondidos na gruta
Defendidos por guerreiros e espadas.
Amores e Desamores controversos
Actos meramente incompreendidos
Desabafos que em silêncio definharam
E em culpa, na escuridão findaram.
Almas penadas que brindam no escuro
Despejam pejos em cálices espirituais
Erguendo-os ao vate de coração puro
Ansiando pela remissão dos ancestrais.
Poema do livro "Palavras ao Vento - Oscilação dos Sentimentos"
de Maria Rosa dos Santos Alves
1 681
Amanhã - Feliz Ano 2012
Amanhã
Despertar para um amanhã ainda por descobrir,
Adivinhar uma nova oportunidade a sobrevir,
Sinto, sim,uma porta que se enclaustra.
Vivo, sem pestanejar, um novo acordar.
Sob um ano que foi, enfim, assim-assim.
Vivências que amanhã serão saudade em mim.
Tirocínios que servirão o que há-de devir.
Para o amanhã desperto a mente alegremente,
Abraço o destino incerto de peito cantante,
Abro a janela e aguardo um enleio soalheiro,
Partindo na descoberta, sendo um real escuteiro.
Respiro o ar revolto das profundezas da harmonia,
Embalo-me numa suave, alegre e delicada sinfonia,
Procuro na mais bela flor o colibri mais destemido,
E desafio o horiozonte sobre um mar por mim protegido.
Com o ontem, presente-ei o presente e desafiei o futuro,
Procurando um amanhã superior ao passado vivido.
Excedo-me na espectativa de tornar-me um melhor ser,
Sentir cada segundo, disfrutando deste meu bem-querer.
Assim vejo e fecho este tempo,
Revejo e choro o que de mau passou,
Sorrio perante o bom que o ano me ofertou
e despeço-me deste ano sorrindo,
desejando aos velhos e novos amigos
Um novo ano cheio de poesia e encantamento.
de Maria Rosa Santos Alves
Despertar para um amanhã ainda por descobrir,
Adivinhar uma nova oportunidade a sobrevir,
Sinto, sim,uma porta que se enclaustra.
Vivo, sem pestanejar, um novo acordar.
Sob um ano que foi, enfim, assim-assim.
Vivências que amanhã serão saudade em mim.
Tirocínios que servirão o que há-de devir.
Para o amanhã desperto a mente alegremente,
Abraço o destino incerto de peito cantante,
Abro a janela e aguardo um enleio soalheiro,
Partindo na descoberta, sendo um real escuteiro.
Respiro o ar revolto das profundezas da harmonia,
Embalo-me numa suave, alegre e delicada sinfonia,
Procuro na mais bela flor o colibri mais destemido,
E desafio o horiozonte sobre um mar por mim protegido.
Com o ontem, presente-ei o presente e desafiei o futuro,
Procurando um amanhã superior ao passado vivido.
Excedo-me na espectativa de tornar-me um melhor ser,
Sentir cada segundo, disfrutando deste meu bem-querer.
Assim vejo e fecho este tempo,
Revejo e choro o que de mau passou,
Sorrio perante o bom que o ano me ofertou
e despeço-me deste ano sorrindo,
desejando aos velhos e novos amigos
Um novo ano cheio de poesia e encantamento.
de Maria Rosa Santos Alves
1 604
Palavras ao Vento
Soltar palavras ao vento. Escrevê-las sem qualquer pensamento reflectido, apenas largá-las, como se tivessem presas no teu intimo como se de ti dependessem, como se tuas fossem, mas são de toda a gente. Soltá-las, deixá-las esvoaçar por entre a multidão, esperando que cada pessoa de forma individual ou colectiva as agarre e as torne suas também. Palavras ao vento, emoções, sensações, paixões, ódios, vivências, crenças e tantas outras formas de sentir que prendemos em nós, muitas das vezes de forma silenciosa.
Palavras ao vento são assim, gritos que se transformam em doces melodias de dor, glória, paixão, amor e desamor. São as palavras eternas que cantam as batalhas ganhas e perdidas e que deixam cair em desabafo os anseios e as glórias.
São eternamente palavras largadas ao vento.
Palavras ao vento.
Meditação em devaneio.
Hoje, metade de mim é poesia e a outra fantasia.
Hoje, vou simplesmente, soltar palavras ao vento!
In Livro de Maria Rosa Santos Alves, "Palavras ao Vento"
Palavras ao vento são assim, gritos que se transformam em doces melodias de dor, glória, paixão, amor e desamor. São as palavras eternas que cantam as batalhas ganhas e perdidas e que deixam cair em desabafo os anseios e as glórias.
São eternamente palavras largadas ao vento.
Palavras ao vento.
Meditação em devaneio.
Hoje, metade de mim é poesia e a outra fantasia.
Hoje, vou simplesmente, soltar palavras ao vento!
In Livro de Maria Rosa Santos Alves, "Palavras ao Vento"
1 545
Quero voltar a sentir
Errante no bosque, longo é o percurso na escuridão
Já nada me satisfaz nesta vida sem encantamento.
Apesar de viver na multidão, padeço de solidão
Revejo-me no fado, triste é este sofrimento.
Quero voltar a sentir...
Quero voltar a ser ...
Correr sem olhar para trás...
Despir os preconceitos e correr...
Mergulhar na chuva e... dançar...
Caminhar ... simplesmente ...caminhar
Para onde? Não importa o destino,
Desde que o espírito seja livre
Que o pensamento possa esvoaçar e
Eu...possa voltar a sentir...
Ser um colibri, pequeno mas destemido.
Penetrar num desenho infantil e sorrir.
Partir em busca do arco-íris...
Atentar o proibido e chorar.
Mergulhar num mar salgado
Atentando as ondas e os seus seres
Descobrindo seus tesouros escondidos.
Ser eu, nada mais do que eu
Numa infância...
A infância...
A verdadeira alma...
A essência...
A pureza da inocência...
algures perdida...porquê?
Já nada me satisfaz nesta vida sem encantamento.
Apesar de viver na multidão, padeço de solidão
Revejo-me no fado, triste é este sofrimento.
Quero voltar a sentir...
Quero voltar a ser ...
Correr sem olhar para trás...
Despir os preconceitos e correr...
Mergulhar na chuva e... dançar...
Caminhar ... simplesmente ...caminhar
Para onde? Não importa o destino,
Desde que o espírito seja livre
Que o pensamento possa esvoaçar e
Eu...possa voltar a sentir...
Ser um colibri, pequeno mas destemido.
Penetrar num desenho infantil e sorrir.
Partir em busca do arco-íris...
Atentar o proibido e chorar.
Mergulhar num mar salgado
Atentando as ondas e os seus seres
Descobrindo seus tesouros escondidos.
Ser eu, nada mais do que eu
Numa infância...
A infância...
A verdadeira alma...
A essência...
A pureza da inocência...
algures perdida...porquê?
1 613
Palavras a Ninguém
Caro amigo, amigo de alguém
Aqui estou eu e não sou ninguém
Apanho o comboio, contigo, também
E espero que um dia para lá do além
Te recordes do anónimo que será alguém.
Maria Rosa Santos Alves
Aqui estou eu e não sou ninguém
Apanho o comboio, contigo, também
E espero que um dia para lá do além
Te recordes do anónimo que será alguém.
Maria Rosa Santos Alves
1 856
Nostalgia (Acróstico)
Neste dia de Inverno... melancólico,
Oscilam os sentimentos, tormentos,
Sentires de alguém ... nostálgico.
Tentações da alma...encantamentos.
Azul do mar que se reveste de cinzento, e
Lágrimas virgens que caiem do céu.
Gritos abafados em trovão, pensamentos,
Ira de Zeus sobre os homens e a terra,
Alentos de alguém, hoje... nostálgico.
Poema de Maria Rosa Alves, 16 de Novembro de 2011
Oscilam os sentimentos, tormentos,
Sentires de alguém ... nostálgico.
Tentações da alma...encantamentos.
Azul do mar que se reveste de cinzento, e
Lágrimas virgens que caiem do céu.
Gritos abafados em trovão, pensamentos,
Ira de Zeus sobre os homens e a terra,
Alentos de alguém, hoje... nostálgico.
Poema de Maria Rosa Alves, 16 de Novembro de 2011
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