O Cético

O cético
no labirinto do que percebe,
desfiado o poético,
seu novelo de lã,
funde minotauros em teseus
ferida a fé em ariadne.
Agnóstico em ilhas cretenses,
no dédalo, sentidos acéfalos,
escreve cartas náuticas,
naufragas,
a Antoine Lavoisier:
Na natureza, meu caro,
em nada se cria,
nada-se e perde,
tudo, se trás forma,
desnatura-se.

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