MAUS TRATOS
Véu tombando p'la face, na penumbra,
A beleza confunde a silenciosa solidão,
O desprezo consentido, não vislumbra,
O prazer do amor, a cadeado, sem coração.
Trancados no conceito de felicidade
No esfriamento intocável do seu par
Vivem em túmulos, a sonhar, sem liberdade
Na mais estranha forma de gostar
Afugenta-se o desejo, p'lo ciúme
Cai a máscara na cegueira fulminante
Solta-se o ódio desvairado e o azedume.
E na perplexidade inconstante
No meio de estouros e queixumes
Caminha repousante o "inocente".
17-02-2015 Maria Antonieta Matos
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Haicais sentido
Haicais sentido
Jorge E. Leal
Finjo no verão,
Não ver outras estações,
E curto as nuances. …
Julian Lael
Conluios
conluios maquetas inventários nada a limpo em momento algum ó, ninguém soube dizer como o velho barco ficara na praia por décadas, e de …
Darlan de Matos Cunha