meu rio
o rio de minha infância
desbotou-se na moldura
e existe hoje apenas em meu pensamento
um rio forte, de águas limpas, azuis
onde brincava a lua.
O rio de minha infância perdeu-se no tempo
nas águas bravias do meu inconsciente
e hoje não é nada nada além dessa miragem
dessa flor de oásis, do sonho do poeta.
Quando eu era pequeno
brincava de garimpar pétalas no rio
pétalas de sonhos infantis
pétalas de fantasia.
Hoje não há nada...
morreu o sonho...
o menino...
o rio...
Morreu a cidade ideal do sonho com o rio
de tudo somente restou o poeta
talvez uma pequena pétala
do sonho colhida no rio.
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