meu rio
o rio de minha infância
desbotou-se na moldura
e existe hoje apenas em meu pensamento
um rio forte, de águas limpas, azuis
onde brincava a lua.
O rio de minha infância perdeu-se no tempo
nas águas bravias do meu inconsciente
e hoje não é nada nada além dessa miragem
dessa flor de oásis, do sonho do poeta.
Quando eu era pequeno
brincava de garimpar pétalas no rio
pétalas de sonhos infantis
pétalas de fantasia.
Hoje não há nada...
morreu o sonho...
o menino...
o rio...
Morreu a cidade ideal do sonho com o rio
de tudo somente restou o poeta
talvez uma pequena pétala
do sonho colhida no rio.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Poético ceibal
Não existe florada igual
ao do poético ceibal
sob o Hemisfério Austral
na beiradinha do rio
dos pássaros coloridos.
…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Por um triz, tesa
Ora, ora! A tristeza está o ó, e bem chata;
Engata, desata e incomoda dentro afora.
Penhora o estado feliz; e é insensata.
…
Raquel Ordones
Balanço de Palma de Cera Quindío
Percebi galeanamente
na própria pele o efeito
do que são as veias abertas
da nossa América Latina,
Embora se misture …
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Ipês seguimos
O tempo propício chegou
de um mostrar o quanto um
pelo outro sempre esperou;
e nada nos dessacralizou.
…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski