jose de jesus curado

jose de jesus curado

n. 1957 -- --

n. 1957-08-11, gama D.federal

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Solidão

Apanhei palavras perdidas no cais do porto

esquecidas por alguém que fugiu para o alto mar

a solidão brilhava nas luzes da aurora

almas sofridas de velhas prostitutas cantavam!


Não sei onde andavam os tristes...

aqueles que perderam seus amores

certamente lavavam seus tumores

nas águas imensas das praias.


Havia um adeus correndo mares...

balançando flâmulas...

transatlânticas lágrimas de amores que partiram

saudade de amores que ficaram.


Maceió estava triste nesse dia..

sem sol, sem sal, sem serventia...

só as espumas flutuavam solitárias,

só os marinheiros cantavam absortos!


E as palavras perdidas permaneciam

jogadas no vazio da manhã

nenhum navio atracado

nenhum navio surgindo em alto-mar

só os marinheiros cantando

só as espumas flutuando...



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Poemas

3

Solidão

Apanhei palavras perdidas no cais do porto

esquecidas por alguém que fugiu para o alto mar

a solidão brilhava nas luzes da aurora

almas sofridas de velhas prostitutas cantavam!


Não sei onde andavam os tristes...

aqueles que perderam seus amores

certamente lavavam seus tumores

nas águas imensas das praias.


Havia um adeus correndo mares...

balançando flâmulas...

transatlânticas lágrimas de amores que partiram

saudade de amores que ficaram.


Maceió estava triste nesse dia..

sem sol, sem sal, sem serventia...

só as espumas flutuavam solitárias,

só os marinheiros cantavam absortos!


E as palavras perdidas permaneciam

jogadas no vazio da manhã

nenhum navio atracado

nenhum navio surgindo em alto-mar

só os marinheiros cantando

só as espumas flutuando...



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meu rio

o rio de minha infância

desbotou-se na moldura

e existe hoje apenas em meu pensamento

um rio forte, de águas limpas, azuis

onde brincava a lua.


O rio de minha infância perdeu-se no tempo

nas águas bravias do meu inconsciente

e hoje não é nada nada além dessa miragem

dessa flor de oásis, do sonho do poeta.


Quando eu era pequeno

brincava de garimpar pétalas no rio

pétalas de sonhos infantis

pétalas de fantasia.


Hoje não há nada...

morreu o sonho...

o menino...

o rio...


Morreu a cidade ideal do sonho com o rio

de tudo somente restou o poeta

talvez uma pequena pétala

do sonho colhida no rio.

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Aqui

lá fora nem sol nem chuva
só o vento soprando lento...
carregando as folhas solitárias e tristes...
só o vento varrendo do chão as folhas secas.
aqui dentro também eu...
sou varrido!
não pelo vento...
mas pela saudade dos braços teus.
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