Luas duplas
Venho de boemias sem fim
Marcada que estou de chorar
Em bares e banheiros - altares de quem ama
E onde um dia fui
Verter prantos e cantos de certo pesar.
Sou aquela que ama em agonia
E escreve nas mesas poemas ao seu amor
Na paixão lancinante que devora.
Que ri clamando razão entre tragos de algum conhaque barato
Embriagando o senso de êxtase e torpor,
Mas tudo o que lava, lanha e sangra a vero carne
Leva-nos, enfim, concisos a crer
Que muito mais vale
Rastejar em sarjetas nuas,
Bebendo o néctar das luas duplas,
Renegado que se fica de si
Que dormir sem ver a noite morrer.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski