TRISTEZA
Ando ferido de mortal tristeza.
De uma tristeza funda e sem sentido
Como se no meu peito dolorido
Um punhal se cravasse com frieza.
A tua mão é bálsamo e alento
Para a minha alma triste e angustiada,
Quando, sozinha, ela sonha o Nada,
Querendo as lajes ao sabor do vento.
Minha tristeza é noite que se esfuma
E dilacera as fibras, uma a uma,
De um coração que vive insatisfeito.
Mas teu amor é luz imaculada,
É faca que degola a madrugada,
Alvorada que explode no meu peito.
De uma tristeza funda e sem sentido
Como se no meu peito dolorido
Um punhal se cravasse com frieza.
A tua mão é bálsamo e alento
Para a minha alma triste e angustiada,
Quando, sozinha, ela sonha o Nada,
Querendo as lajes ao sabor do vento.
Minha tristeza é noite que se esfuma
E dilacera as fibras, uma a uma,
De um coração que vive insatisfeito.
Mas teu amor é luz imaculada,
É faca que degola a madrugada,
Alvorada que explode no meu peito.
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