AMO SOMENTE OS SOLITÁRIOS
Amo as almas solitárias, os espíritos livres, as aves de rapina.
Amo o pássaro que abandona o bando
para ver o último raio de sol morrer detrás dos arvoredos.
Amo a voz que canta solitária no seio da floresta abandonada.
Amo os barcos que partem na escuridão,
antes que as casas despertem do seu sono.
Eu amo os passos que ecoam pela rua deserta,
tendo por companheira somente a própria sombra.
Amo o poeta, o coração enclausurado numa torre de marfim.
Amo o lobo que se afasta da matilha
para se embriagar com as luzes do luar.
Amo a estrela que mantem-se acesa
Antes de ser despedaçada pela escuridão.
Eu amo o náufrago, o órfão e o moribundo
Porque só eles compreendem a filosofia mais profunda.
Amo os prados ermos onde um homem pode se sentir em casa
E amo a borboleta antes que ela derrame pelo espaço
Sua torrente de cores e movimentações.
Amo a palmeira que sozinha resiste aos golpes do vento
E amo a vela temerária que desafia a tempestade.
Amo o silêncio da enorme noite cósmica
Que nada faz para responder nossas perguntas e apelos.
Amo o murmúrio das ondas quando fala somente aos meus ouvidos
e amo o verde do mar quando somente meus olhos presenteia.
Amo o vulto silente que passa nos campos desolados
e que se alegra e ri consigo mesmo.
Amo a estrada que não foi pisada, a vereda que não foi aberta,
o pensamento selado, a palavra que não foi pronunciada,
o estrangeiro que se maravilha com a sua própria estranheza.
Só amo a estrela que se reconhece estrela
e sabe que não necessita de outra fonte pra brilhar.
Só amo aqueles que amam a própria solidão.
Amo o pássaro que abandona o bando
para ver o último raio de sol morrer detrás dos arvoredos.
Amo a voz que canta solitária no seio da floresta abandonada.
Amo os barcos que partem na escuridão,
antes que as casas despertem do seu sono.
Eu amo os passos que ecoam pela rua deserta,
tendo por companheira somente a própria sombra.
Amo o poeta, o coração enclausurado numa torre de marfim.
Amo o lobo que se afasta da matilha
para se embriagar com as luzes do luar.
Amo a estrela que mantem-se acesa
Antes de ser despedaçada pela escuridão.
Eu amo o náufrago, o órfão e o moribundo
Porque só eles compreendem a filosofia mais profunda.
Amo os prados ermos onde um homem pode se sentir em casa
E amo a borboleta antes que ela derrame pelo espaço
Sua torrente de cores e movimentações.
Amo a palmeira que sozinha resiste aos golpes do vento
E amo a vela temerária que desafia a tempestade.
Amo o silêncio da enorme noite cósmica
Que nada faz para responder nossas perguntas e apelos.
Amo o murmúrio das ondas quando fala somente aos meus ouvidos
e amo o verde do mar quando somente meus olhos presenteia.
Amo o vulto silente que passa nos campos desolados
e que se alegra e ri consigo mesmo.
Amo a estrada que não foi pisada, a vereda que não foi aberta,
o pensamento selado, a palavra que não foi pronunciada,
o estrangeiro que se maravilha com a sua própria estranheza.
Só amo a estrela que se reconhece estrela
e sabe que não necessita de outra fonte pra brilhar.
Só amo aqueles que amam a própria solidão.
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