Dor na alma
Não é o peito nem o coração que dói
São os sentimentos doloridos que calejam minha alma.
A alma lateja uma dor incurável e não consegue suspirar
Diante de tanta nostalgia. Eis o preço da distância, da separação
E da liberdade impulsiva.
A dor escura que habita um lado inteiro sem descanso
A dor certeira que fura o alvo num instante,
A dor congênita freando o duelo entre razão e loucura.
Foram-se ávidas muitas soluções, restaram apenas
Resquícios de ideias rasas, ocas, vazias. Não existe solução.
A dor bate e se espalha é como as águas de uma cachoeira
Despencando no riacho expansivo.
Não, não é o peito nem o coração que dói
É a ferida da alma ardendo em chamas
De reviver e remoer coisas passadas,
De andar em campos de guerra, de andar
Sobre os trilhos feitos trem desgovernado,
De subir em uma jangada sem equilíbrio.
O peito não dói, nem o coração.
É a ilusão de querer o impossível que
Afeta a alma frágil.
São os sentimentos doloridos que calejam minha alma.
A alma lateja uma dor incurável e não consegue suspirar
Diante de tanta nostalgia. Eis o preço da distância, da separação
E da liberdade impulsiva.
A dor escura que habita um lado inteiro sem descanso
A dor certeira que fura o alvo num instante,
A dor congênita freando o duelo entre razão e loucura.
Foram-se ávidas muitas soluções, restaram apenas
Resquícios de ideias rasas, ocas, vazias. Não existe solução.
A dor bate e se espalha é como as águas de uma cachoeira
Despencando no riacho expansivo.
Não, não é o peito nem o coração que dói
É a ferida da alma ardendo em chamas
De reviver e remoer coisas passadas,
De andar em campos de guerra, de andar
Sobre os trilhos feitos trem desgovernado,
De subir em uma jangada sem equilíbrio.
O peito não dói, nem o coração.
É a ilusão de querer o impossível que
Afeta a alma frágil.
Comentários (1)
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nane
2011-11-23
Jânio, me identifiquei com seus versos...rsrs
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