Porta Fechada
A porta fechada
A cara voltada
O chão se aproxima
Do murro arrependido
Do elevador não caído
O corpo se aperta
E eu não sou já de mim
sou do gosto que não dei
e de mim se tomou
E não sei que mais tarde
serei das águas do Tejo
ou doutro rio mais aquém
Não terei trejeito, nem geito sequer
poderei quanto muito rimar
com quem, como eu, tal não puder:
Uma cor, uma pedra ou talvez um pomar.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Haicais sentido
Haicais sentido
Jorge E. Leal
Finjo no verão,
Não ver outras estações,
E curto as nuances. …
Julian Lael
Conluios
conluios maquetas inventários nada a limpo em momento algum ó, ninguém soube dizer como o velho barco ficara na praia por décadas, e de …
Darlan de Matos Cunha
Deep in December
Deep in December Is time to have A white Christmas So that the kids can make Snowman Others will play hockey In the arena Some say that D…
Aldo gabbay kraas