Poema da tarde
Porque é tarde e tens a tarde sobre a tua cabeleira
E porque é tarde e somente há um grande crepúsculo
Ouço as raízes e os estalos que promovem o regresso
Como sinal cravado nos olhares que ninguém esconde
Como ventos que trazem aos meus ouvidos o ruído
E porque eu olho a luz que vem cegar meus olhos
Voam-se os pássaros para a tua última brigada
Abrem-se os caminhos de pedra e a chuva então anoitece.
E a tarde que me trazia o perfume fresco das árvores
A tua morada regressa e só o coração entende e fica
Para todas as luas indeléveis que em teu rosto habita
Para todas as rosas tristes que teu peito abrigou
Tiago B. Lyra
in " A lira desgovernada"
E porque é tarde e somente há um grande crepúsculo
Ouço as raízes e os estalos que promovem o regresso
Como sinal cravado nos olhares que ninguém esconde
Como ventos que trazem aos meus ouvidos o ruído
E porque eu olho a luz que vem cegar meus olhos
Voam-se os pássaros para a tua última brigada
Abrem-se os caminhos de pedra e a chuva então anoitece.
E a tarde que me trazia o perfume fresco das árvores
A tua morada regressa e só o coração entende e fica
Para todas as luas indeléveis que em teu rosto habita
Para todas as rosas tristes que teu peito abrigou
Tiago B. Lyra
in " A lira desgovernada"
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