Voltámos aos cafés
Fui a Lisboa e o café era caro para caraças
E agora estou aqui sentado a escrever desgraças
Como esta que pelos vistam não ensinam nada
Já que me martelam na fronte que não tenho nada p'ra ensinar.
Havia cães de variada envergadura e dóceis brincalhões
Que bateram várias vezes nas mesas do café
E uma vez até o amarelo trouxe a bola até a mim
Que eu me importei em devolver a troco de lhe dar uma festa.
A conversa tinha uma pitada de vermelho a tingir a face
E três dedos de oculto, como não os seis que o barbeiro me tirou
Gosto desta forma de conversa inteligente
Mas não sei se estou a ser verdadeiro:
Que a minha face mais verdadeira é quando eu não me agarro
E no meio de inteligências digo dezenas de barbaridades
Até que sumo à depressão de pensar na questão
De que talvez mais verdadeiras sejam as barbaridades
Do que as minhas verdades.
Depois, fomos embora e eu para não parecer forreta
Paguei o café. Dois euros e eu achei uma roubalheira
O carioca de limão (desconhecido para os teus) até compreendo
Mas o café a 1.10 é coisa com que não me entendo.
E agora estou aqui sentado a escrever desgraças
Como esta que pelos vistam não ensinam nada
Já que me martelam na fronte que não tenho nada p'ra ensinar.
Havia cães de variada envergadura e dóceis brincalhões
Que bateram várias vezes nas mesas do café
E uma vez até o amarelo trouxe a bola até a mim
Que eu me importei em devolver a troco de lhe dar uma festa.
A conversa tinha uma pitada de vermelho a tingir a face
E três dedos de oculto, como não os seis que o barbeiro me tirou
Gosto desta forma de conversa inteligente
Mas não sei se estou a ser verdadeiro:
Que a minha face mais verdadeira é quando eu não me agarro
E no meio de inteligências digo dezenas de barbaridades
Até que sumo à depressão de pensar na questão
De que talvez mais verdadeiras sejam as barbaridades
Do que as minhas verdades.
Depois, fomos embora e eu para não parecer forreta
Paguei o café. Dois euros e eu achei uma roubalheira
O carioca de limão (desconhecido para os teus) até compreendo
Mas o café a 1.10 é coisa com que não me entendo.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Instância
no currículo basta estar vivo respondendo ao mundo assim subversivo o verbo basta ser arma deflagrando unânime os fuzis da alma de estar …
AurelioAquino
O asno II
O tempo passa pela luz divina de todos os viventes... são como raios e trovões em noites de tempestades - as amarguras se vão - os choros…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Meio vivo - meio morto .
Sou o meio em que vivo - meio vivo - meio morto - não quero aqui destacar os perfumes que sinto das mulheres ... pois são intocáveis . Me…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
momento infinito
guardarei em minha mente
aquele momento em que seus olhos foram infinitos
estava encantado, eles brincavam comigo
como p…
feudido