Só falo por mim as ideias do José e do Camões

(Tentativas para não inventar não faltam
Pena é que às vezes a pressa da verdade
Tudo corrompa, e a mentira torna-se
A realidade da imaginação.)

Pois hoje sou um poeta lírico
Como diria José Régio:
Daqueles que perdem totalmente a cabeça
Focando-se na cousa amada.

E o eixo em que gira essa cousa amada
Sendo a minha própria condição de suspirante
Torna-se risonha e de arte
Nas mãos da imaginação.

Esperemos que não nos engula inteiros
Este corrupção para a visão da felicidade.
Depois, sabendo-se incerto o verdadeiro
Tudo tem término num criado mal.
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