Insensatez.
“A angustia da raiva e do nojo me dão a sensação de que algo está a me entupir por dentro. Sensação essa que desconhece tamanha ofensa. Me sinto usada por teus olhares como uma imunda forma de satisfazer tuas luxúrias. Não te importas quem sou, se tenho sentimentos ou apenas me afogarei nesse deleito de teus pecados. Porco algum pensaria em ingerir a lavagem que é os teus sonhos. Violada por suas ofensas e desprezada como o batom rosado que se borra na doce boca de uma mulher quando dois corpos estão a se entrelaçar. Não merece nem o lençol em que se deita para tentar consolar a si próprio da falta de motivação que carrega todos os dias em seus ombros. A tal felicidade ingrata que não o deseja mais.”
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