Desejo
Um segundo antes de morrer, quero amar
Amar sem medo, sem pudor
Ter na morte a liberdade que não tenho
Quero antes do suspiro final
O tão sonhado eu
Eu que vivo, eu que morro
Um morrer sem importância


Na minha indiferença hipócrita
Quero o perdão
O meu mais puro perdão
Na minha vida, talvez nunca tenha sido eu
Por falta de amor talvez!
O meu egoísmo, a minha maior virtude
A flor desse meu jardim sórdido
Não me concebeu o amor
Ah! Tão sonhado amor
Sim, a infâmia também me caracteriza
Esta não me falta, exacerbadamente se expressa


Ó Morte, porque demoras?
Traz-me o amor
Teu companheiro mais vil
Sacrifica-me, mostra- me o que agora não vejo
Desse teu amor padeço (Ó Morte tu que és tão forte...)
350 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.