Poema do sonâmbulo
A noite é um barco vazio
Indo num túnel sem fim.
Para longe sem naufrágio,
Para longe para longe.
Eu durmo. Meu sonho,
Pobre espuma.
Vai erma, longe dos olhos,
Meu sonho.
Os dias são sinos, badala horas.
E uma canção triste é tudo
Que acorda,
Agora.
Tiago B. Lyra
in " A lira desgovernada"
Indo num túnel sem fim.
Para longe sem naufrágio,
Para longe para longe.
Eu durmo. Meu sonho,
Pobre espuma.
Vai erma, longe dos olhos,
Meu sonho.
Os dias são sinos, badala horas.
E uma canção triste é tudo
Que acorda,
Agora.
Tiago B. Lyra
in " A lira desgovernada"
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