Enfado de vida
O dia era tão lento,
o riso era tão pouco,
o gim era tão sóbrio,
o abraço era tão falso,
o beijo era tão morto,
já não havia amigos,
e não havia amores.
Não existia o pranto,
já não ouvia o canto,
e já não via cores,
murchavam-se meus versos,
morriam meus temores,
o dia era tão lento,
o tédio era latente,
o mundo era tão falso,
a cama era tão quente,
eu era tão covarde,
e o dia ia caminhando,
a vida se arrastando,
a vida era tão lenta,
e não dizia nada,
e não havia intento,
meu peito fatigando,
meu mundo ia morrendo,
meu pulso ia rasgando,
o pulso era tão lento,
a vida ia murchando,
os olhos se fechando,
meu tédio descansava,
e tudo era tão turvo,
voltaram meus temores,
mas era tão tardio,
meus órgãos em falência,
e veio o desespero,
e o nada se perdeu,
e parecia tudo,
mas era tão tardio,
e a vida enfim morreu.
o riso era tão pouco,
o gim era tão sóbrio,
o abraço era tão falso,
o beijo era tão morto,
já não havia amigos,
e não havia amores.
Não existia o pranto,
já não ouvia o canto,
e já não via cores,
murchavam-se meus versos,
morriam meus temores,
o dia era tão lento,
o tédio era latente,
o mundo era tão falso,
a cama era tão quente,
eu era tão covarde,
e o dia ia caminhando,
a vida se arrastando,
a vida era tão lenta,
e não dizia nada,
e não havia intento,
meu peito fatigando,
meu mundo ia morrendo,
meu pulso ia rasgando,
o pulso era tão lento,
a vida ia murchando,
os olhos se fechando,
meu tédio descansava,
e tudo era tão turvo,
voltaram meus temores,
mas era tão tardio,
meus órgãos em falência,
e veio o desespero,
e o nada se perdeu,
e parecia tudo,
mas era tão tardio,
e a vida enfim morreu.
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