De corpo e alma

Nem procuro mais
o que não existe
É tempo de dar sossego
aos meus cansaços
É tempo de adiar todas
as depressões
recorrer e devorar
todos os maus pressentimentos
algemados em famintos corações
É hora de aceder aos ponteiros
da vida e rever no tempo
todas as intocáveis saudades
Renascer em cada
momento perdido
na esteira dos nossos
lamentos
Iluminar nossas existências
com gargalhadas e saudações
arrancadas às memórias do poeta
alinhando-se vertiginosamente
em inusitadas e breves palavras
que teus lábios sossegadamente
um beijo por fim desperta
Como tudo é inverossímel
faz-se do silêncio um festim
de paixões impossíveis
Acorrenta-se a luz do dia
e oferta-se às noites nossos
sonhos
o corpo e a alma
a espera do nada
quando os instintos exultam
fulgurantes
e os afectos ainda ígneos
em delírios nos incendeiam flamejantes
Hoje nossas monotonias
soltaram-se na arte e no rigor de todas
as apetecíveis ousadias
consumindo-se em encantos esculpidos
num punhado de versos alastrando
até ao morrer de cada hora tardia
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski