Talvez meu fado...

Talvez...
Assim se movam montanhas
Não restem dúvidas
Nem se acomodem as rotinas
Talvez...
eu te doe o silêncio dos meus
cânticos
Talvez...
eu enfeite todas as conivências
com frenéticos versos sequestrados
no pórtico das mesmas saudades
fugidias...em efervescência
Talvez...
recrie um mundo novo
forjado em eximias existências
vagabundeando em cada pseudónimo
meu
rendido à esquadria do tempo
Talvez...
persiga semeando o amor, além dos dias
celebrando
a vida regurgitando ...em tua reverência
Talvez...
seja só meu fado
tatuado a este silêncio
cantando minha dor até que dia
renasça quieto à beirinha de nossa
feliz coexistência !
Frederico de Castro
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