SOLIDÃO – Rafael Rocha – Do livro “Marcos do Tempo” (2010)

Sorridente
Ao meu lado deitada
Vestida de nada
Eis minha solidão.
Decifrá-la é a charada
Anda nua na estrada
Ela é demente
No meio da multidão
Descubro o imanente
Ser solitário é doer
Mas é estar presente
No viver.
E a solidão vive
Abalroa minha história
E nem existe glória
De ausência.
Fecho a porta do quarto.
E ela grita: - Não tardo!
Irei no sonho comentar
O nosso fardo.
Loucura!
Não posso nem fugir!
Basta sentir
O só que não tem cura.
Minha solidão
Habita a solidão
Criada na razão
Desta canção.
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