Soltas ventanias

Meia noite
escondem-se os vultos
sem medo das ventanias soltas
Percorrem ruelas
num silêncio cativo
onde arde a madrugada
repentinamente
deixando o tempo escapar
por entre as mãos da vida
em fuga inadvertidamente
Cai a noite
e a escuridão permeia o vão
de todas as minhas solidões
Tenho que repensar o dia
mesmo sem sol
deixar as insónias incrustadas
num verso marital
indelével e tão factual
É meia noite
e só tenho gula de ti
desarranjando minha biblioteca
só pra te ler
desnuda alimentando
meu jejum gemendo
espontaneamente
Até as pedras falarão
quando te recostares neste
poema...quieto
em marcha para ti
congratulando teu despertar
que se desprende em silêncios
num ímpeto selecto acalentar
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Texto sobre o amor.
Minha noite é uma caminhada para o dia... que vem em silêncio se aproximando em cantos de chiados por passarinhos - meus olhos estão quei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski