Sem rumo
Cansei-me das palavras por dizer
Dos gestos no ar inacabados
Do riso tolo
Da loucura inerte
Do gosto amargo do silêncio
Sigo como um escravo agrilhoado
No porão de um tumbeiro
À deriva entre vagas alterosas
Sem fé, sem esperança de mudança
Sem um porto de abrigo
Onde me sinta em segurança
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