Lista de Poemas

Alentejo II

As nuvens que andam no ar
Arrastadas pelo vento
Foram buscar água ao mar
Pra regar a todo o tempo
As terras de Alentejo
É que o sol que tudo abrasa
Nos cálidos dias de Verão
Trazem consigo a desgraça
Terra seca não dá pão
Daí que fossem buscar
A agua aonde ela corria
Direitinha para o mar
Era a carta de alforria
para a terra Alentejana
Em vez de trigo porém
Temos milhões de oliveiras
E fico a pensar p'ra comigo
Alentejo meu tesoiro
Saudades tenho das eiras
Com medas de trigo loiro
Colhidas pelas ceifeiras

375

Preciso do teu olhar

Não preciso de palavras
Não preciso de promessas
Nem de juras de amor
Não preciso de flores
Não preciso da luz do sol
Nem do azul do mar
Não preciso de sonhos lindos
Com estrelas de encantar
Só preciso de um abraço
Só preciso de um sorriso
E muito, muito do teu olhar

359

2015 - Poema Politico/Satirico

A Pedro Passos Coelho
1º Ministro nos anos 2011 a 2015


Coelho para que conste
É no prato o seu lugar
Mas se não for bem temperado
Não tem nenhum paladar

P'ra gastar o que diziam
Haver nos cofres do Estado
Foi rápido como um coelho
Mas ligeireza é seu fado

Vai ser tão bom, não foi
é rapidez de coelho
Tomou posse e foi-se embora
Ele e todo o seu grupelho

381

Migalhas

O que é a vida ?
O que é o amor ?
Não sei !
Acho que nunca soube !
A vida
Um tempo que passa por nós
Ou
será que somos nós
que passamos pelo tempo
O amor ?
Não sei, nunca o vivi
na sua plenitude
Sei que a vida me contemplou
Apenas com migalhas
Pedaços de ilusão
Sei que me dei...............
Nada recebi em troca
Viver ou morrer
Que importa
Quando se vive já morta.

384

Pensamento

O futuro a deus pertence
Na vida nada reténs
Até a vida dos homens...
o mais alto dos seus bens

Era o desejo de muitos
que em seis meses parasse
este projecto de vida
e a democracia acabasse

Não me parece porém
que tal venha a acontecer
E ao povo será provado
Que na luta bem conduzida
Está um novo alvorecer

É que um povo sem cultura,
Sem saúde e educação,
Sem casa e sem trabalho
Sem ter na mesa o seu pão
Sem ser senhor dos seus actos
É povo na escravidão

368

Tela de Pintor

Na imensa solidão do Alentejo
Em tardes salpicadas de saudade
Recordações de ti, já tão distantes
Acodem ao meu peito e são presentes

E mesmo na escuridão da noite
Nas horas tristes deste madrugar
Qual pintor cogitando as cores
Invento a doce luz do teu olhar

Nas cores da paleta desta tela
Que teimo dia adia em recriar
Misturo a amargura e a saudade

E vou vivendo assim de nostalgia
Desta tristeza que persiste em mim ficar
E sonho fantasias de encantar

377

Porque escrevo

Escrevo no silencio da noite
E quando escrevo,
Não sei porque escrevo
Nem sei para quem escrevo
Apenas escrevo
Para ti ? não sei !
Para mim? talvez !
Ou talvez para ninguém
Escrevo apenas.

Escrever é soltar minhas mágoas
E cansaços
É sentir-me aninhada nos teus braços
E nos meus poemas
O doce calor dos teus abraços

366

Resposta a uma provocação

Eu não sou religiosa
E mesmo que me diga agnóstica
Mais perto de ateu serei
Os deuses foram criados
Por quem convicções não tem
E procuram o perdão
Dos seus erros, no além

É assim mesmo concordo
Todos queremos a paz
Pão, trabalho e educação
São coisas que nos apraz
Como Cristão certamente
Deseja sinceramente
Que os outros tenham também

É assim que me defino
Desde que me compreendo
querer tudo para mim
É coisa que não entendo
Se somos todos iguais
No nascer e no morrer
Mas porque raio é que muitos
Vem ao mundo para sofrer ?

Quanto à questão que me pôs
Que quem ganha é vencedor
Depois dos votos contados
Do povo soberano eleitor
Veja lá que se enganou............
É que foram sete mil
Que a direita não ganhou

Por outro lado vejamos
Mesmo formando governo
Chegados ao Parlamento
Com tanto "inconseguimento"
Como aprovavam as leis
Redigidas contra o Povo
Com falácias ou lamentos?

Por fim peço desculpa
De ter poupado nos likes
Como são umas mãos largas
Penso que está tudo nos trinques

Nota:
Resposta a uns versos que me dedicaram em 2015 por ter escrito deus com letra minúscula e ter defendido para o povo, pão, paz, trabalho e educação (ver pag seguintes)
"Inconseguimento" palavra inventada pela Presidente da Assemb.
Republica no mesmo período

415

Manhãde Primavera

Quando eu partir
Não quero:
Olhos chorosos nem flores na sepultura
Quando eu partir
Não quero:
Palavras embargadas nas gargantas
Quando eu partir
Que o sol brilhe em todo o seu esplendor
Quando eu partir
Que floresçam os campos e os caminhos
Quando eu partir
Que seja uma radiosa manhã
de Primavera

417

Manhã de Primavera

Quando eu partir
Não quero:
Olhos chorosos nem flores na sepultura
Quando eu partir
Não quero:
Palavras embargadas nas gargantas
Quando eu partir
Que o sol brilhe em todo o seu esplendor
Quando eu partir
Que floresçam os campos e os caminhos
Quando eu partir
Que seja uma radiosa manhã
de Primavera

412

Comentários (1)

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heteronimo
heteronimo

é enorme e é um monstro<br />