Alentejo
Alentejo
Meu coração, acalma o alvoroço
Vê se sossegas um pouco no meu peito
Voltar ao Alentejo é doce encantamento
E o caminho como um mar imenso
Passado o Tejo ficamos bem mais perto
Desce já a paz dos campos sobre mim
E alegra-se o olhar quando depara
O rubro das papoilas... um jardim
Estar longe de ti um sofrimento
Que a vida me impôs, pecados meus
Saudade que me traz em desalento
Esta ânsia de rever-te terra minha
Faz-me acreditar que existe Deus
E regressar é sonho que acalento
Amante
Amante
Que importa
O amanhã, o futuro
Se a vida é vida agora
Quem importa o choro ou o riso
Se contigo o riso é ora
Que importa
Esses que dizem
Que sou mulher em pecado
....................................
Eu sou quem sou,
E olho o mundo de frente
Sou tua amante bem sei
Mas sei que também sou gente
Gente que ama que sente
Gente que quer o agora
Vem meu amor a meus braços
Vem que o amor não demora.
Saudade II
Saudade
Chegou num abraço a madrugada
Envolta em languidez tamanha
Trazendo, vinda não sei de onde
A cadência de uma sinfonia estranha
O brilho das estrelas reluzindo
Desce do céu em doce companhia
Sendo os teus olhos, a luz que alumia
Que aquece e incendeia, a minha poesia
Esta amizade que entre nós flutua
Cúmplices, vivendo de um amor antigo
Eternamente presos a uma só verdade
Embora longe sinto, estás comigo
Quero-te tanto mesmo não sendo tua
Meu terno amor, minha infeliz saudade
Metarmofose
Metamorfose
Odeio SIM!
Odeio o amor!
O amor é peçonha, é reles
O amor é amargo como o fel
O amor mente, é ilusório
É ridículo e cruel
O amor mata!
O amor Não Existe!
O amor é uma trapaça!
VIVA O ÓDIO
Elejo-te bastião da minha vida
Odeio tanto quanto já amei
Odeio as pessoas e tudo quanto existe
Odeio a vida e tudo o que ela encerra
O- D- E- I- O - M E
E sinto que renasço e me renovo
Em cada dia, em cada ÓDIO.
Porquê ?
Porquê?
Porque me deixas só de mãos vazias
Sobre meu peito
Em gesto desesperado?
Porque não vens amor,
Encher meus dias
E com teus beijos
Envolver-me em doce encanto?
Porque persiste em mim
Esta agonia...
E no meu peito este meu choro,
Este meu pranto?
Cada dia que passa
é mais um dia,
Que a morte lentamente
Vem buscando.
Quero
Quero
Quero ser como o sol
Para te aquecer;
Quero ser como a lua
Iluminando a escuridão;
Quero ser como o vento
Para afastar de ti
Essa solidão.
Quero ser Mulher
Para te amar
Quero ser como tu
O MEU SOL E O MEU LUAR!
Solidão
Solidão
Quantos dias
Sem amor eu já vivi...
Mesmo tendo a meu lado
Outro alguém!
Quantos dias de amor
Eu já perdi...
Quantas lágrimas sozinha
Eu chorei...
Quantas vezes
Para mim mesmo, menti.
Não quero amar, dizia:
Eu sou feliz assim.
Mas a minha alma
Disfarçando a dor
Morria a pouco e pouco
Sem amor.
Eu sei
Eu sei
Sim eu sei
Eu sei
Que nunca serei ninguém
Sim, sei bem
Que eu nunca te terei
Eu sei
Que no teu mundo
Nada sou
Mas quando estou contigo
Deixa-me pensar
Deixa-me sonhar
Que ainda Vivo.
Pára Coração
Pára coração
Sossega coração
Não me atormentes
Pára!
Não me faças mais sofrer
Embora no meu peito
Ainda palpites
Como dizer-te?
De forma que acredites
Teu tempo já passou
Agora o tempo
É tempo de morrer.
Amo-te
Amo-te
Gosto de ti !
Dizia eu, sem ser capaz
de dizer-te a palavra mais correcta.
Amo-te !
Grita a minha alma
Já liberta, de preconceitos
que teimavam em ficar.
Quero viver este amor que me ofereces,
não quero nem pensar por quanto tempo.
E juro, juro amor que hás-de ficar
para sempre dentro do meu peito.