Da Razão de Newton
Há horas em que o temporal rebenta
dentro da mais intrínseca moral,
como que se move o magnético planeta
nessa via láctea acercando cinderal.
Se buscam os asteróides dispersos
no imenso buraco negro desse cosmos
atraídos à lei dos magnéticos universos,
e aí, explodem eles contra si mesmos.
Esses corpos celestes da essência humana
na disparidade científica, profundamente leviana,
que como tal redoma gigante, cria um novo ser,
atirado também a todo o cosmos espacial
à deriva em busca de novo impacto brutal,
rasgando rastos celestiais no céu do entardecer.
Filipe F. Costa 2016
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