O Beijo
Osculo-te devagar
no acabar do tempo
Deixa que o olhar te demore
sem que desfaça o silêncio
Fala-me do céu e dos rios que correm
das manhãs floridas
e da pele que vicia
das mãos que sobram
ao degelo da vida
Sente a penumbra que seduz
e a boca que anoitece
o perfume curvo
e os corpos que amanhecem
no acabar do tempo
Deixa que o olhar te demore
sem que desfaça o silêncio
Fala-me do céu e dos rios que correm
das manhãs floridas
e da pele que vicia
das mãos que sobram
ao degelo da vida
Sente a penumbra que seduz
e a boca que anoitece
o perfume curvo
e os corpos que amanhecem
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