Poema que sente
Prefiro o voo das aves
À indiferença da palavra
Prefiro a insanidade
À distância que dói
Prefiro a cicatriz que lembra
À memória que fere
Prefiro o abraço que demora
Ao beijo que foge
Prefiro o poema que sente
Ao verso sem voz
Prefiro o suicídio no poema
Ao sonho que acorda