Recanto
Vem, amor, vem sentar-te comigo.
Neste verdejar de esperança, de vida.
Encontra comigo, o centro, o abrigo,
o sentido do amor, na espiga verde-milho,
neste campo de trigo, que nos convida,
a festejar a beleza de estar vivo.
Não tenhas pressa, vamos percebendo,
o que a natureza nos canta, com a melodia
da beleza, demorada, e com seu encantamento,
nos hipnotiza e desvenda, com amor, a harmonia
de luz, que nos sussurra, no nosso pensamento,
o centro, o meio, o equilíbrio da vida.
Oiçamos o coração, o nosso interior,
agora que a alma brilha, de paz e alegria,
a felicidade que nos une e por ela vive,
e nos faz ronronar como um motor.
Sente, em tua pele, a paz criada, como eu tive,
Ao viver pela lei do amor, do meu amor.
Ofereço-te, a minha paz que advém do amor.
Poisa-o no teu coração, e ouve-o como canta,
Cada momento meu, é teu, meu encanto,
Sossega, adormece, ouve a minha cor,
o meu amor, que se tornou, em arco-íris, e voa,
até ao infinito do momento, no nosso recanto.
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