Meu mundo
Meu mundo era indescritível, quando te vi.
Tinha estrelas, mares, florestas e vento.
Meu mundo tinha até sincronia com o tempo.
Meu mundo era enorme, quando te conheci.
Tinha gente, ruas, prédios, arranha-céus
Tinha um rio que nascia no meio da montanha.
Meu mundo tinha esperança tamanha.
Meu mundo era grande, quando te vi sob o véu.
Era um quarteirão. Tinha campo. Tinha savana.
Meu mundo tinha um riacho
Tinha casa; um fogão, com um fogo laracho.
Meu mundo era tal, quando te vi nua, insana.
Meu mundo tinha paredes, tinha janelas.
Tinha vidraças. Meu mundo não era lama.
Tinha piso, tapetes. No fogão, panelas.
Quando te senti, meu mundo era uma cama.
Tinha uma camisa, uma calça, com cinta sem fivela.
Quando acordei, meu mundo não tinha mais um rio.
Ele tinha uma cor fria, um cheiro ocre, todo calado.
Meu mundo tinha meu tamanho. Meio apertado e frio
Quando te perdi, meu mundo tinha tampa e alças dos lados.
Tinha estrelas, mares, florestas e vento.
Meu mundo tinha até sincronia com o tempo.
Meu mundo era enorme, quando te conheci.
Tinha gente, ruas, prédios, arranha-céus
Tinha um rio que nascia no meio da montanha.
Meu mundo tinha esperança tamanha.
Meu mundo era grande, quando te vi sob o véu.
Era um quarteirão. Tinha campo. Tinha savana.
Meu mundo tinha um riacho
Tinha casa; um fogão, com um fogo laracho.
Meu mundo era tal, quando te vi nua, insana.
Meu mundo tinha paredes, tinha janelas.
Tinha vidraças. Meu mundo não era lama.
Tinha piso, tapetes. No fogão, panelas.
Quando te senti, meu mundo era uma cama.
Tinha uma camisa, uma calça, com cinta sem fivela.
Quando acordei, meu mundo não tinha mais um rio.
Ele tinha uma cor fria, um cheiro ocre, todo calado.
Meu mundo tinha meu tamanho. Meio apertado e frio
Quando te perdi, meu mundo tinha tampa e alças dos lados.
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