NUNCA, NUNCA ESQUECIDO.


Meu grande amor,
Amor chorado,
Cantado em verso,
Amor solitário,
Unilateral.
Amor perdido,
Deixado para trás, mas nunca, nunca esquecido.

Amor de menino, que virou gente grande e se comportou como tal.
Ah! Teus cabelos dourados, teu pescoço com sal.

Um quarto de século se foi,
Sobrevivemos ao bem e ao mal . Eu, em carne e osso,
Mais em osso,
Tu... Nem sei.

Como vai a vida da qual eu não participei?
Tuas alegrias,
(Tiveste alegrias, suponho.)
E tristezas,
E alergias.
O vestibular,
A gripe forte,
O corte no dedo,
O acidente que quase foi.

Eu perdi manias,
Adquiri outras tantas...
Perdi minha Maria,
No céu faltava uma santa.
E a tua Maria, como vai?

E a música que nos unia,
O "rock" mudou, não dá mais para ouvir.
E as baladas, as danceterias, o cigarro e o álcool.
Tiveste uma paixão louca?
E "amassos" no portão?
E tua primeira vez, ai... ai...
E deu em casamento, em filhos?
Filhos...
Noites inteiras sem dormir.
E nas tantas noites alerta, lembraste de mim,

E do meu amor infantil, e riste?

De manhã a vida sempre continua,
A tua vida eu não sei... A minha é triste, triste...
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Comentários (1)

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anonimo
anonimo
2012-10-24

de manha a vida sempre continua, e o tempo é nosso aliado