A tinta da caneta
É a sombra da alma.
Rouba-lhe o contorno,
Mas só sob a luz
A vida se revela.
A vela no meio da mesa
Majesta no escuro,
Que sem sua luz,
As sombras, suas servas
Não estariam ali.
Vivendo nos domínios do claro
Não ousam viver na fronteira da vida,
Pssando do real,
Se mesclando com o vazio.
Elas todas
Silhuetas de outrem,
Nenhum conteúdo original,
Sem núcleo no próprio ser.
Se a sombra de minha caneta
Soubesse quem lhe empata a luz
Ela não se chamaria de mais ninguém.
Se eu apagar a vela
Eu cego ou eu sumo?
É a sombra da alma.
Rouba-lhe o contorno,
Mas só sob a luz
A vida se revela.
A vela no meio da mesa
Majesta no escuro,
Que sem sua luz,
As sombras, suas servas
Não estariam ali.
Vivendo nos domínios do claro
Não ousam viver na fronteira da vida,
Pssando do real,
Se mesclando com o vazio.
Elas todas
Silhuetas de outrem,
Nenhum conteúdo original,
Sem núcleo no próprio ser.
Se a sombra de minha caneta
Soubesse quem lhe empata a luz
Ela não se chamaria de mais ninguém.
Se eu apagar a vela
Eu cego ou eu sumo?
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