Estação à Saudade
O dia está chegando
O dia em que as músicas estarão todas surdas
Quando os quadros todos cegos
Quando os livros mudos
E o poeta sem mãos para escrever.
Ainda se lembra
Quando sabia ler?
Quando cantava e tocava
Como se quem era gente?
Quando sonhava em ser alguém?
Quando rimava?
Os meus pensamentos estão todos moldurados
Totalmente acorrentados
A poemas de outrora
O eu lírico que me tanto amiguei
Partiu de volta para suas terras
Das quais não sei a estrada de cor
E da estação, ainda vejo, lá longe nos trilhos
O seu trem para casa
Saio da estação e compro um jornal
Os absurdos do cotidiano impressos em papel apressado;
Leio sem ler
Com aquelas palavras engolfadas
Pelo meus suspiros de saudade
Perguntando-me
Se tu ainda me lembras;
Encontro-me perdido
No rodapé da folha.
Desisto da leitura, e procuro escrever
Gritos invioláveis à alma
Tatuadas no papel.
Sem papel
Sem caneta
E sem alma
O que há de fazer um poeta sem filho para parir?
O dia em que as músicas estarão todas surdas
Quando os quadros todos cegos
Quando os livros mudos
E o poeta sem mãos para escrever.
Ainda se lembra
Quando sabia ler?
Quando cantava e tocava
Como se quem era gente?
Quando sonhava em ser alguém?
Quando rimava?
Os meus pensamentos estão todos moldurados
Totalmente acorrentados
A poemas de outrora
O eu lírico que me tanto amiguei
Partiu de volta para suas terras
Das quais não sei a estrada de cor
E da estação, ainda vejo, lá longe nos trilhos
O seu trem para casa
Saio da estação e compro um jornal
Os absurdos do cotidiano impressos em papel apressado;
Leio sem ler
Com aquelas palavras engolfadas
Pelo meus suspiros de saudade
Perguntando-me
Se tu ainda me lembras;
Encontro-me perdido
No rodapé da folha.
Desisto da leitura, e procuro escrever
Gritos invioláveis à alma
Tatuadas no papel.
Sem papel
Sem caneta
E sem alma
O que há de fazer um poeta sem filho para parir?
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