Acordar
A tempestade
-Não sinto o chão
Debaixo de mim
Que piada de mal gosto da vida
Me fazendo acordar
E me fazer arrepender
Abrir os olhos, olhar para a curtina da janela
Ver sua ida e volta com o vento
E me fazer pensar que acordei na hora errada
E nenhuma hora está certa
Estão todas quebradas.
Me querendo fazer não acordar.
Acordar, e não ter nenhuma palavra para recitar
Nenhuma alma para costurar versos
A letra fica em toda garrancho
A mão cança mais rápido
Os olhos não leem tão rápido quanto antes, tropecando em cada vírgula e voltando para o início do parágrafo.
E ter medo de dormir de novo
Porque sei que vou acordar.
Tento agora uma nova poesia
Mas já vejo que francassei
Nenhum sentimento novo criei
Quantos entristecem, nesse mundo, quando a luz matutina lhe invade as córneas?
E nenhuma de minhas palavras impera sobre o resto do dicionário
Nada a ser mostrado na vitrine
Um único adorno sequer.
Verei se amanhã ou depois
Minha alma acorda
Se me dará bom dia
Que só saiu de casa mais cedo, sem me acordar
Que foi só um susto.
Detesto todos os aspirantes à alguma coisa
Já que nunca gostei de mim mesmo.
Existem fascículos de minha pessoa e vida que não me agradam
Fardos perpétuos os quais desprezo
Só a escrita para anestesiar a dor.
Mas o que seria de mim sem a escrita?
Ah,
Mas não existe escrita
Apenas sonho.
Não existem pinturas
Apenas sonho.
Não existe melodias
Apenas sonho.
O ser humano
É o sonho do próprio sonho
Onde o fantástico e o além é costumeiro
Ele sonha ser mais mundano.
Acorda, sonho!
Quero ver o teu mundano!
Quanto mais chamo o sonho
Mais ele se afasta de mim.
Queria o seu calor,
Está tão frio no meu quarto.
Já sinto os pingos da tempestade.
-Não sinto o chão
Debaixo de mim
Que piada de mal gosto da vida
Me fazendo acordar
E me fazer arrepender
Abrir os olhos, olhar para a curtina da janela
Ver sua ida e volta com o vento
E me fazer pensar que acordei na hora errada
E nenhuma hora está certa
Estão todas quebradas.
Me querendo fazer não acordar.
Acordar, e não ter nenhuma palavra para recitar
Nenhuma alma para costurar versos
A letra fica em toda garrancho
A mão cança mais rápido
Os olhos não leem tão rápido quanto antes, tropecando em cada vírgula e voltando para o início do parágrafo.
E ter medo de dormir de novo
Porque sei que vou acordar.
Tento agora uma nova poesia
Mas já vejo que francassei
Nenhum sentimento novo criei
Quantos entristecem, nesse mundo, quando a luz matutina lhe invade as córneas?
E nenhuma de minhas palavras impera sobre o resto do dicionário
Nada a ser mostrado na vitrine
Um único adorno sequer.
Verei se amanhã ou depois
Minha alma acorda
Se me dará bom dia
Que só saiu de casa mais cedo, sem me acordar
Que foi só um susto.
Detesto todos os aspirantes à alguma coisa
Já que nunca gostei de mim mesmo.
Existem fascículos de minha pessoa e vida que não me agradam
Fardos perpétuos os quais desprezo
Só a escrita para anestesiar a dor.
Mas o que seria de mim sem a escrita?
Ah,
Mas não existe escrita
Apenas sonho.
Não existem pinturas
Apenas sonho.
Não existe melodias
Apenas sonho.
O ser humano
É o sonho do próprio sonho
Onde o fantástico e o além é costumeiro
Ele sonha ser mais mundano.
Acorda, sonho!
Quero ver o teu mundano!
Quanto mais chamo o sonho
Mais ele se afasta de mim.
Queria o seu calor,
Está tão frio no meu quarto.
Já sinto os pingos da tempestade.
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