ARENGAS [Manoel Serrão]
Devassa-nos com setenta métricas
de rezinhas, e cem
verrinas de palavras.
Difama-nos com trinta e duas rilhas sem dentina, e vinte e oito falanges apontadas.
Flagela-nos co'o mil ósculos da herpes
de contágio, e nenhuma oxítona consagrada!
Ó não vês, que na arena das arengas verbais, esfalfo-me extenuado à rebeldia do longevo gládio; que és tu e eterna serás o Amor enredo da minha vida! Adjudica-me então? Digna-te, de ouvir meus apelos? Concede-me a "posse" do teu coração de adobe... Amada!
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