Interrogações do amor
Pra que querer, quando não se deve, quando não se pode, quando não se encaixa, quando já passou... Ou quando talvez muito menos que se pensa, foi o que na verdade existiu ou ficou... pequenos gestos duvidosos ou alguma certeza cruel talvez, onde todo amor vivido ou mesmo inventado, parece ser reduzido a tão pouco... Desejo ou amor?! Amor ou desejo?! Quem saberá, quem decifrará os enigmas do coração? Certezas onde estão? Nos poemas criados? Ou nas canções copiadas? Ou também nas entrelinhas sentidas? Amor, o que faltou para que eu te sentisse e tivesse creditado a certeza sem interrogações? Por que só meias palavras e o porquê de tão poucas canções? Por que chegou e vai embora, e me deixaste com tantas interrogações? Mas tem um amor que eu sei... Ah! O amor que consigo apalpar... O amor que nasceu em mim, amor que viveu, através de dois ou talvez de um apenas, mas que por ser amor, ainda que enfadonho, solitário, e algumas vezes tristonho, teve seu valor...
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