"Quod non mortalia pectora coges, auri sacra fames!"
Virgílio (Eneida, 3. 56-57)*
Virgílio (Eneida, 3. 56-57)*
Esfera azul, joia imensa,
solitária Terra-Mar,
até quando irás girar?
Um verme voraz te permeia
e a febre que desencadeia
está por te devorar.
Circula nas veias do homem,
mina-lhe os campos da paz.
O verbo vil da avareza
cria esse verme voraz.
Quem poderá salvar-nos
desse mal
que nos infesta?
Ah, ânsia de ter e mais ter -
febre funesta -
que apenas no homem
se manifesta!...
(Da coletânea "Estado de Espírito", de Sersank)
* Execrável fome de ouro, a que desgraças conduzes os peitos mortais!
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Sergio de Sersank
Autor
2012-06-11
“Assim são os caminhos de todas as vítimas da ganância; ela rouba a vida daqueles que habita” Pv 1:19
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