O VERBO
"Quod non mortalia pectora coges, auri sacra fames!"
Virgílio (Eneida, 3. 56-57)*
Virgílio (Eneida, 3. 56-57)*
Esfera azul, joia imensa,
solitária Terra-Mar,
até quando irás girar?
Um verme voraz te permeia
e a febre que desencadeia
está por te devorar.
Circula nas veias do homem,
mina-lhe os campos da paz.
O verbo vil da avareza
cria esse verme voraz.
Quem poderá salvar-nos
desse mal
que nos infesta?
Ah, ânsia de ter e mais ter -
febre funesta -
que apenas no homem
se manifesta!...
(Da coletânea "Estado de Espírito", de Sersank)
* Execrável fome de ouro, a que desgraças conduzes os peitos mortais!
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Sergio de Sersank
Autor
2012-06-11
“Assim são os caminhos de todas as vítimas da ganância; ela rouba a vida daqueles que habita” Pv 1:19
Outros poemas de participantes
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Maculável Mulher.
Por onde tu andares , lá estarei junto ... pois sempre que precisares de minha presença - com minhas mãos estendidas te recuperarei. Se…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*