Libitina
Com seus versos formando a melancolia presente na existência humana.
Triste canção...
Perca da capacidade de distinguir o amor do ódio.
Sangue bombeado juntamente ao som de um velho baixo de sinfonia,
Lento, pesado, desesperador.
Olhar turvo ao nada enquanto a mente se remete a própia vida,
Pensar e só escutar o réquiem criado para si como despedida.
Visão do homem cercada pelo breu que se estende por dia e noite,
Desesperança marcada pela própia natureza do corpo.
Névoa fina junto a cantoria dos bêbados entrelaçadas pelos gritos do suplício,
Absorção ignorante do que nos convêm como prazer.
Buracos no chão e fogo no céu,
Nada nos contêm se não aflinge nossos desejos do indivíduo,
Gravidade que suga-nos conjuntamente a hostilidade do homem pelo homem.
Lenta marcha fúnebre criada pelo choro e sofrimento.
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