A MARRETA E O VERBO
A trava retrai e desemperra a tranca
Untada de maresia, verde azul de zinabre
Tosca idade que o formoso tempo tornou o aço impuro.
Ferrugens acumuladas intensificam o que ninguém traduz
Nenhum pensamento tem força igual
Nenhuma vontade detém tal feitiço
Como tem as horas sucessivas sobre a vida.
Somente as palavras - estas sim, desemperram a trava
Destravam, destrancam, quebram se preciso for
Todos os elos por mais ignóbeis possam estar.
As minhas emoções se arrebentam no costão de pedra
Emparedado, feito de frases compreensíveis
Apenas por aqueles que não ouvem ou desconhecem
Os caminhos entre a marreta e o verbo.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski