De amar-te sem volta, reciprocidade, na contramão.
Será que tu sentes na pele, percebes?
Toda essa saudade que você me faz?
Ou quem sabe se teus olhos veem,
O que os meus enxergam sobre a paz?
Paz que a tua fala pausada me traz!
Será que tu tens noção minha flor,
O quanto teu abraço desconfiado conforta?
É testemunha a porta dos abraços com pudor.
Será minha flor, que tu tens a mesma sensação,
Que tenho quando a minha mão, a sua toca?
Se tu tens dizes! Pois nós somos a explicação.
Mas, se não tem é melhor dize-lo com boas palavras.
Sob pena de me causaste uma intratável chaga no coração
A de amar-te sem volta, sem reciprocidade, na contramão.
NUNES, Elisérgio.
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