Ferido de morte
Ferido de morte
Estava um calor escaldante!
Portugal, um velho senhor de barba comprida e pelos espalhados no corpo,
fora deixado sozinho...
... os seus cuidadores agora tinham outras profissões.
Sentiu um ardor na zona da cintura!
Fora uma ponta de cigarro?
Gasolina que derramaram sobre si?
Um fósforo que lhe chegaram?
Uma bomba?
Não viu nada.
Deu-lhe uma tosse seca, um arrepio, uma febre alta
que de imediato lhe consumiu a pele ali na zona da cintura, no Pedrógão.
Queria chorar mas as lágrimas não caíam,
não havia água que apagasse aquele fogo.
Sentia um frenesim à sua volta, os seus pelos caíam, a sua pele derretia,
a febre subia, subia ...
Não conseguia ver,
não conseguia respirar,
não conseguia mexer-se,
estava ferido de morte.
Leonor Medina (07/2017)
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Dedicação.
Quantas vezes honrei meus amigos até pessoas estranhas ao meu convívio- para dizer que era um poeta... mas ninguém acreditou - e até hoj…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Lendas de Amores.
As lendas de amores mesmos não reconhecidas ... são perante uma sociedade não esclarecidas , uma falácia - enganadora - pois não acred…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Reconhecimento.
Tem vezes que não acredito em mim mesmo... mas olho tantas pessoas que conseguem reconhecimento - e o meu lutar de tantos anos se tornam …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
HOTEL DO NOSSO AMOR
Procurei um hotel, Para o nosso amor repousar, Sob um lindo céu, Onde pudéssemos sonhar. Nosso amor é tão bonito, Leal como luz do luar,…
miltondacosta