Ferido de morte
Ferido de morte
Estava um calor escaldante!
Portugal, um velho senhor de barba comprida e pelos espalhados no corpo,
fora deixado sozinho...
... os seus cuidadores agora tinham outras profissões.
Sentiu um ardor na zona da cintura!
Fora uma ponta de cigarro?
Gasolina que derramaram sobre si?
Um fósforo que lhe chegaram?
Uma bomba?
Não viu nada.
Deu-lhe uma tosse seca, um arrepio, uma febre alta
que de imediato lhe consumiu a pele ali na zona da cintura, no Pedrógão.
Queria chorar mas as lágrimas não caíam,
não havia água que apagasse aquele fogo.
Sentia um frenesim à sua volta, os seus pelos caíam, a sua pele derretia,
a febre subia, subia ...
Não conseguia ver,
não conseguia respirar,
não conseguia mexer-se,
estava ferido de morte.
Leonor Medina (07/2017)
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Brasil - 17/06/2011
Os encantos desta terra Que foi chamada Brasil, Estão nos rios e na serra No céu azul, cor de anil. Nas cavernas e nas grutas …
Armando A. C. Garcia
Anestezia.
Olhe... se você olhar para mim neste instante - verás a verdade em meus olhos - Pois de minha boca sairá somente - uma verdadeira pal…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Brasil ! restou a esperança ...
A esperança foi o que nos restou Da malfadada caixa de Pandora. - O dinheiro, o PT o espalhou Por outros países afora. Sem retor…
Armando A. C. Garcia
Obra N.° 13: Poema Gótico
A detalhes mórbidos avisarei
Que este já não é mais nosso mundo
Em mim já não há mais cor,
Em você só restou trevas.
…
Vilar Romancista