Oriente
Quisera eu fossem apenas pedras no caminho,
quisera eu fosse apenas um atípico desastre.
Mas tão longa estiagem secou toda esta terra
secou a esperança de se que plantando tudo dá,
secou a esperança de que há de se pode melhorar,
secou o coração, secou o humor, sobrou espinho.
Mas e agora, então, o que resta a mim fazer?
Nesta depressão em que se encontra minha morada
não há prespectiva de melhora, futuro incerto.
Certo, a única certeza que me resta é de mudança,
ser todo a certeza de que há por migrar piança,
certo de que ou sofro por mudar ou fico a sofrer.
Encaro a minha eira pobre, seca, devastada,
desfaço-me em lágrimas, a decisão tomada.
Não há mais salvação na depressão que habíto.
Sou só soluço e choro por optar pelo abandono,
e este seco solo meu triste pranto vai aguando,
acalmo as minhas lágrimas, minha alma resignada.
Enpacotados todos poucos sentimentos que tenho,
estou pronto para rumar a lugar que me oriente.
O pesar de milhas escolhas pesa meu inconsciente,
me fez voltar ao meu seco quintal de pensamentos.
Ao contemplar a terra, quedei em grande espanto
no canto em que chorara, jazia muda de sustenho.
Esta pequenina muda muda todas as circunstâncias,
um pequeno é de lima limou a tão gasta esperança,
um turbilhão de idéias, os pensamentos em dança.
"Ou sofro por mudar, ou fico a sofrer", hoje é incerto.
Certo, é que já não há certezas, dúvidas em voga.
Certo é que singela limeira acalmou as urgências.
quisera eu fosse apenas um atípico desastre.
Mas tão longa estiagem secou toda esta terra
secou a esperança de se que plantando tudo dá,
secou a esperança de que há de se pode melhorar,
secou o coração, secou o humor, sobrou espinho.
Mas e agora, então, o que resta a mim fazer?
Nesta depressão em que se encontra minha morada
não há prespectiva de melhora, futuro incerto.
Certo, a única certeza que me resta é de mudança,
ser todo a certeza de que há por migrar piança,
certo de que ou sofro por mudar ou fico a sofrer.
Encaro a minha eira pobre, seca, devastada,
desfaço-me em lágrimas, a decisão tomada.
Não há mais salvação na depressão que habíto.
Sou só soluço e choro por optar pelo abandono,
e este seco solo meu triste pranto vai aguando,
acalmo as minhas lágrimas, minha alma resignada.
Enpacotados todos poucos sentimentos que tenho,
estou pronto para rumar a lugar que me oriente.
O pesar de milhas escolhas pesa meu inconsciente,
me fez voltar ao meu seco quintal de pensamentos.
Ao contemplar a terra, quedei em grande espanto
no canto em que chorara, jazia muda de sustenho.
Esta pequenina muda muda todas as circunstâncias,
um pequeno é de lima limou a tão gasta esperança,
um turbilhão de idéias, os pensamentos em dança.
"Ou sofro por mudar, ou fico a sofrer", hoje é incerto.
Certo, é que já não há certezas, dúvidas em voga.
Certo é que singela limeira acalmou as urgências.
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