AD ETERNUM [Manoel Serrão]

Volta e meia dá flor nasce, e quão um tufão floresce!
Mas quando murcha a flor? A paixão
morre uva passas!
morre uva passas!
O amor, não! Ao rés da letra,
doce poema,
Gesta em récita canção move montanhas.
Amor, bem-vindo é assim: ad eternum não morre;
Não dá meia volta, tampouco acaba. Amor se muda... Não passa!
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