Imutável...
Avançam os dias nos ponteiros
implacáveis do tempo
e a vida vai seguindo vazia,
sem rumo, sem nexo...
Marchando acompanhada de antigos,
velhos fantasmas, ranços
de um passado desditoso, dorido,
preenchendo o vazio
desse isolamento em mim,
como se séculos, antes impenetráveis,
agora se descerrassem
e me envolvessem em suas teias...
Não há uma lasca de luz,
nem o sussurrar distante de algum córrego,
nem qualquer vestígio de sons de pássaros
a trinar pelos céus...
Nada mais há...só esse seguir
por longos corredores sombrios,
num silêncio cada vez mais profundo...
Cada vez mais certo,
imutável...
definitivo!
(ania)
Comentários (2)
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2019-07-27
Lhe entendo, ás vezes me sinto assim. Beijo no seu coração.
2017-09-23
Esse poema nos faz concluir que há luz no fim da luz. E túnel no fim do túnel. Enquanto sem saber onde vai dar o túnel no fim do túnel, avançamos tateando paredes ásperas, nossos dedos já tão arranhados nos fazem duvidar se vale a pena mais um passo.
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