A musa

Bebi nos teus flancos a loucura
Sabor a jovem nuvem de absinto
És o calor que a sonhar sinto,
A noite que à noite me procura

Quando ris, teus olhos param no tempo
De tão subtil teu corpo flutua
Pisas ao caminha o próprio vento
E tuas pegadas ficam, como na lua

Eternamente gravadas na minha mente
Facas cravadas que meu corpo não sente
Ainda está dormente daquela última vez
Que a tua língua humedeceu minha tez...

Cheiras a rocha que toca o mar,
E eu mar que marés-vivas inventa,
Somente para te abraçar,
com paixão cega, numa fúria lenta

Agora finje que nada leste
Ou que nada entendeste...
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Comentários (5)

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Maura
Maura
2025-12-18

Eu tinha 6 anos e recitava essa poesia nas apresentações da escola;

miguel
miguel
2022-08-01

bom muito bom

Thayssa Mylleny
Thayssa Mylleny
2021-03-15

Amei esse poema!!!

Duquesa
Duquesa
2021-03-01

Muito bom porém, confuso

gostei
gostei
2019-11-13

gostei